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sábado, 6 de dezembro de 2014

Resenhando na Prateleira # 3 - Os Noventa Dias de Geneviève - Lucinda Carrington

Olá Pessoal,

Hoje vamos resenhar um livro que li a algum tempo, mas que, pra mim, deu o que falar... no mau sentido, rsrs.

Segue o nome e a sinopse do famigerado:

OS NOVENTA DIAS DE GENEVIÈVE - Lucinda Carrington
Editora Planeta


No intuito de conseguir um novo cliente para a agência de publicidade na qual trabalha, Geneviève Loften tem um contrato de 90 dias com o empresário James Sinclair. Ela fará tudo o que ele deseja – sexualmente – para que ele feche com a sua agência. Como uma executiva determinada e bem-sucedida, sabe que seu prêmio virá ao fim dos noventa dias.


No entanto, apesar dos rumores que cercam Sinclair e seus gostos sexuais inusitados, ela não espera ser posta nas situações exóticas, e às vezes arriscadas, nas quais ele a colocará. Ela sempre tem a opção de voltar atrás, mas o negócio incrível que a espera no final a faz seguir adiante. No entanto, conforme o contrato se aproxima do fim, ela faz descobertas sobre si mesma que a mudarão para sempre.



Ok, ok...ó meus sais... agora, por onde começar a falar sobre esta bagaç... digo livro...

E desde já, quero deixar consignado: isso é minha opinião... afinal cada um tem seu gosto e talz mas, vamos combinar: que doideira!!!! rsrsrsrs.

E olha que quando olhei a sinopse, até que pensei: bom, porque não né? Então fui lá e PIMBA! Comprei o bendito. Isso mesmo, gastei meu rico e suado dinheirinho pensando estar investindo numa leitura edificante sexualmente, que, no mínimo, ia me ensinar algumas posições interessantes, e que imaginei ser quente e descolada... só que não, rsrs.

Bem, como a maioria da safra de livros eróticos que foram lançados junto com ele - e ainda estão sendo - ele tem uma "pegada" BDSM. Só que é uma coisa muito louca pra minha cabeça de dinossaura provinciana...rsrs. 

Bem, explico: a estória começa do mesmo jeitinho tosco dos nossos livrinhos velhos conhecidos de guerra: Genevièle Loften, a submissa da vez, é uma executiva de uma agência de publicidade que está tentando conseguir a conta das empresas do poderoso, gostoso, TDB, fodástico, trilhardário e dominador James Sinclair. Depois de muitas e muitas reuniões, nada do homem se decidir. Os executivos já estavam arrancando os cabelinhos implantados de nervoso quando, então, ele solta a famosa e inesperada - só que não - proposta indecente: pra conseguir a conta ela tem de ficar a disposição dele, sexualmente, por 90 dias, fazendo tudo o que ele mandar, a hora que mandar e como ele mandar, sem reclamar. Até mesmo o que ela deve vestir nos encontros é ele quem vai dizer, rsrs.

A essas alturas já estou até visualizando os olhinhos das feministas de plantão pulando das órbitas, rsrsrs.

Até aí, tudo bem né? A gente está cansada de ver isso. Mesmo porque, James Sinclair é daquele tipo de mocinho que, como muitos outros que a gente viu, tem o poder do "olhar 43": o cara dá UMA simples e singela olhadela pra mulher e já SABE (e olha que nem é desconfiar, é SABER, rsrs) que a tal é uma "submissa natural". Olhinho biônico esse não?

E aí começa a coisa de algeminha aqui, tapinha na bunda ali, um tal de senta-levanta-vira-ajoelha-abocanha de outro mundo, e aquela frescurinha básica que toda mocinha direita que se preze faz: fala que não quer, fala que não gosta, diz que não vai mais ver o cara... mas que no final das contas tá lá fazendo tudinho com o maior gosto... nada que não se tenha visto em outros livrinhos por aí, certo?

Bem... errado... rsrsrs.

Porque, pra falar a verdade, o livro não se trata somente de BDSM... trata-se também daquela coisa de realizar fantasias.

E avisando: a partir daqui vai ter muito, mas muuuuito SPOILER!!! Porque, na minha opinião, tem livro que merece, rsrsrsrs.

No começo, a primeira vez que eles se "encontram", normal... aquela coisa de bondage, dominação, fica quieta, faz o que mandei, você foi uma menina muito desobediente, vou ter de te punir, e trálálá... até aí belezinha. A coisa tá entre quatro paredes mesmo, ela reclama mas faz bonitinho, acha o máximo, quer de novo, coisa e tal. Só que depois desse primeiro encontro começa a parte que não me apeteceu. Porque? Bem... como disse antes, o cara "sabe" que ela quer só de olhar, certo? Pois é... e o que ele ele vê é que a "tara" dela é ser exibicionista... que ela gosta de se exibir, mesmo dizendo que não (afinal essa mocinha gosta de fazer um doce, lembram? rsrs). E é exatamente aí que vem a parte que não gosto: a coisa cai no voyerismo, saindo das quatro paredes só entre os dois, e parte pra rua... é isso mesmo, a RUA!!! Além de envolver uma 2ª pessoa, uma 3ª, uma 4ª...

Só pra terem uma ideia: teve uma parte, no outro encontro, que ele manda a roupa do dia pra ela: uma miniblusa, uma microssaia e um par de saltos altos. Sem calcinha. Logo, de acordo com as ordens dele " se ele não mandar calcinha junto, é pra ela NÃO usar"... então tá né? Lá vai então a nossa mocinha intrépida, porém direita, afinal ela NUNCA quer, mas é obrigada, vestindo-se como uma puta no cio, esperando ele na porta de casa. Aí chega nosso adorado mocinho de MOTO. É isso aí... ela de microssaia sem calcinha, e ele querendo que ela colocasse capacete, subisse na moto, pra eles darem um rolé. Na rua. Com gente passando. E carros. Já disse que era na rua? Pois é... deu pra visualizar a cena??? rsrsrs.

Afff... ela reclama, reclama, diz que não quer ser reconhecida e trálálá - mesmo porque uma das "exigências" que ela fez foi que ninguém mais podia saber desse "acordo" deles, e que não queria fazer nada que a levasse a ser reconhecida. Porque nossa querida mocinha é uma profisional de responsa!!! Todo o sacrifício que faz é pra conseguir a conta!! Preza muito sua carreira e tudo o que faz é pela carreira!!! E blábláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblá............ e muitas abobrinhas, digo, desculpas depois, fingi que acreditei nessa balela toda pra continuar tendo forças pra ler o bendito do livro, rs.

Então, com tudo bem esclarecido, ela, como toda "submissa natural" põe o capacete e lá se vai... mostrando a bunda e outras cositas mais pra quem quiser ver... literalmente! Qualquer homem que passava por eles o cara mandava ela empinar a bunda e se exibir... tem um que chega a encostar, eles param, ele manda ela deixar o cara apertar os peitos dela, enfiar a mão na bunda... afff... demais a coisa pro meu gosto, rsrs.

Depois de uma breve pausa para assimilar tanta putaria rolando solta, percebi que isso era só a pontinha do iceberg... tinha muito mais!! rsrsrs. Coisas um pouco mais "diferentes" que essa, pelo menos pra mim. Rolou mulher com mulher, uma "quase" transa com 3 caras, mais voyerismo, striptease num clube famoso, mais bondage... enfim... 


E o ponto de tensão entre eles é que ela não admite que gosta disso. Ela sempre joga na cara dele que tudo isso que está fazendo é obrigada, é pela carreira dela, para que ele assine o contrato. E ele lá, forçando, querendo que ela admita que gosta disso, que é por isso que ela faz, e em especial, que gosta DELE... afinal, como todo mocinho imbecil, ele faz tudo isso por amoooorrr.... affff mariaaaa!!!!!!!!! kkkkkkkkkk.

Ah, o final não tem nada de diferente, todo mundo já tá careca de saber o que acontece nesses livros: ele diz que fez tudo isso porque a amava e queria que ela admitisse que o amava... que desde a primeira vez que a viu sentiu a química entre eles e sabia que ela tinha essas "tendências naturais", por isso forçou ela a fazer... e aí eles trocam juras de amor (e de foda) eternos... e aí e ele a pede em casamento, ela aceita, toda feliz e lacrimejante... e FIM!!!!!!!


Pois é.... me lasquei com essa né? Rsrs. Mas enfim.... pelo menos serviu pra diferenciar os meus gostos literários, rsrsrs. Um tapinha na bunda até que vai, mas andar de moto mostrando a periquita pra quem quiser ver ou transar na frente de trocentos estranhos não me apetece muito não, rs.

Porque pra mim, em particular, uma coisa é quando você realiza fantasias com seu parceiro, na privacidade das suas quatro paredes... aí, belezinha. Agora, quando a coisa sai do quarto e vai pra rua, pra sala, pra rodovia, com mais gente, etc e tal, aí já não me interessa muito não, rsrs. E, falando novamente pessoal, isso sou eu. Tem gente que gosta, e não tenho nada contra isso. Gosto é gosto, e cada um tem o seu. Mas quando a mim, euzinha aqui, não me identifiquei, rsrsrsrs.


Mas enfim, meu veredito foi: não curti muito não.... mas como disse antes, gosto é gosto... quem quiser se aventurar na leitura, vá por sua conta e risco, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. 

Porque eu entendo: curiosidade é fogo mesmo!!! kkkk.

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