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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Resenhando na Prateleira # 2 - Dizem Por Aí - Jill Mansell




Olá pessoal,

Pra começar a nossa semana bem light, a nossa resenha de hoje é essa:


DIZEM POR AÍ - Jill Mansell
Editora Novo Conceito

O namorado de Tilly Cole acaba de se mudar do flat deles com metade de suas coisas. Sem nada para prendê-la, Tilly decide rapidamente morar mais perto de sua melhor amiga, Erin, em um vilarejo minúsculo em Cotswolds. Lá, Tilly é contratada no mesmo momento como faz-tudo em uma empresa de design de interiores. Para sua surpresa, a cidade pequena transborda escândalo, sexo, fofoqueiros e boatos, focados basicamente em Jack Lucas, o homem lindo de muita classe e melhor amigo de seu chefe. Todos falam para Tilly ignorar o encanto por Jack, que ela será apenas outra em sua cama se ela se deixar levar; mas Tilly, que trabalha ao lado de Jack, enxerga uma parte carinhosa e cuidadosa dele que não é revelada à cidade. É impossível que ele seja a mesma pessoa de quem todos falam. Ou é possível? Tilly deve separar os fatos da ficção e seguir seu instinto neste divertido romance moderno.

Sabe aquele filme que dá vontade de assistir com um balde de pipoca do lado, deitada no sofá? Pois é.. esse livro aqui te dá a mesma sensação, rsrs.


Essa estória é a típica comédia romântica. Você ri (muito), você chora (de raiva) e você torce pelo final feliz. Todas essas reações você vai tendo ao ler a estória da Tilly, e torcendo pra tudo dar certo e pra o cara não pisar na bola com ela, kkk.

Bem, indo aos fatos: Tilly, que morava com o namorado, chega em casa e de repente descobre que está sem namorado. E além de ficar sem namorado, ficou sem metade dos móveis, pois o cretininho tinha levado tudo o que era dele, sem nem ao menos esperar ela chegar em casa e encará-la de frente! Ah, mas não se preocupem... afinal ele deixa uma cartinha explicando tudinho tudinho, olha só que consideração, rs.

Então, depois dessa, Tilly nem pensa duas vezes: arruma suas coisas e pica sua mula direto para a casa de sua melhor amiga, Erin, que tem um pequeno brechó em Costwolds, pra se curar do pé na bunda que, como ela mesma reconhece depois, não foi tão doído assim. Afinal, no fundo, ela mesma não estava contente com o relacionamento, mas não conseguia terminar.

E, aí, o que era para ser apenas um final de semana curando o descarte com melhor amiga, em uma reviravolta, já na estação pra voltar pra Londres, decide ficar por lá mesmo e tocar a sua vida de uma forma inteiramente diferente. Ela vê um anúncio num jornal oferecendo uma vaga de "faz tudo" numa casa de campo e decide, só por curiosidade, se candidatar ao cargo. Afinal, que mal poderia haver? rs.

E então, depois da entrevista de emprego mais engraçada que já vi, ela começa a trabalhar como assistente de Max Dineen, uma cara com um ótimo senso de humor, tranquilão, divorciado e pai da Lou, uma pré adolescente muito legal, alegre, de bem com a vida e com a cabeça no lugar. A mãe da Lou é uma atriz que mora na Califórnia, e aí a menina resolveu morar com o pai. E eles, incrivelmente, se dão muito bem, os três.

E aí vocês me dizem: ahá... e então, Gisele, será que eles vão acabar juntos no final?

E então respondo: não, eles não vão acabar juntos, galera....

Especialmente porque o Max é gay e portanto não tem como ficar com a Tilly, kkkkkkkkkkkkkkkkk.

OK, calma, essa foi só pra descontrair, rsrs. Tá continuando, então: depois dela resolver a sua vida e deixando as coisas ruins lá em Londres, ela literalmente topa com o "mocinho"... bem, não com ele, propriamente, mas com o carro dele, rsrs.

Depois de tentar dar um duplo mortal twist carpado (roubando o termo da minha amiga Adriboa, rsrs) em cima de uma lata de lixo (e nem me perguntem... ela tinha acabado de sair de um bar, kkk) ela acaba aterrizando em cima carro novinho do mocinho: Jack, o garanhão mor do pedaço. O cara é conhecido por traçar qualquer coisa que use saias e dê mole. E, em retaliação ele passa o carro numa poça d'água e deixa a Tilly toda molhada.

Depois desse "encontro românico" a coisa vai melhorando. Os dois se conhecem propriamente na casa do Max e surge uma pequena atração, que é levada por todo o livro. Mas não de forma irritante e chata, mas de forma leve e divertida. O relacionamento dos dois vai se construindo aos poucos, mesmo porque, logo no começo a Tilly é avisada da fama de garanhão do Jack, principalmente, sua aversão e alergia a compromisso sério, e definitivamente ela não quer entrar numa outra roubada. Mesmo apesar da atração que sente, ela decide domá-la e deixá-la sobre controle.

E o Jack... bem... a relutância em compromisso é explicada logo no começo: ele estava noivo de uma moça da cidade e antes de se casarem ela morre num acidente e depois disso o Jack ficou meio avesso a compromisso, e aí resolveu pegar geralzão. É trágico né... mas isso nem de longe deixa o clima do livro pesado ou melancólico.

E, apesar dos pesares, os dois vão levando essa "coisa" entre eles em banho maria. Nenhum dos dois quer ceder e se machucar. Então ficam um bom tempo num chove-não-molha muito divertido, com direito a muitas risadas, desentendimentos e mal entendidos no meio tempo. Tilly não é nem de longe uma mocinha passiva e indecisa, ela sabe o que quer e o que sente pelo Jack, mas pelo próprio bem não acha bom ficar com ele. Já o Jack acaba se mostrando um cara legal, e ao longo da leitura a gente vai ficando cada vez mais convencida de que ele é mesmo um fofo, e nada daquilo que imaginávamos.

E não é só a estória dos dois que rendem boas risadas. Ao longo do livro são desenvolvidas estórias paralelas dos outros personagens, que apesar de não serem do casal central são igualmente divertidas e muito interessantes.

Tem o relacionamento da Erin, a amiga da Tilly, com o Fergus, que é um cara que está tentando - e é isso mesmo, ele tenta muito, o coitado, rs - se separar da esposa doidivanas que se acha a última bolacha do pacote, a Estella, a quase-ex-psicótica. A mulher não quer se separar do cara de jeito nenhum e quer ele de volta nem que seja na marra... ou a custa de muitos escândalos protagonizados na cidade, rs.

Tem a estória do Max e da Lou, uma adolescente completamente  gracinha, e o relacionamento dela com a mãe Kaye. Tem também o caso do pequeno "incidente" da Kaye na Califórnia que fazendo com que ela volte pra Costwolds, além do relacionamento dela com um admirador secreto que ela acaba conhecendo na cidade.

E o que gostei nesse livro também é que apesar de todas as tramas paralelas, elas em nada atrapalham a estória central do Jack e da Tilly, pelo contrário, só vem a enriquecer ainda mais a leitura e deixar o clima mais descontraído. Os personagens passam por coisas sérias, tristes, mas a autora dá um jeitinho de não deixar a peteca cair e consegue manter um clima divertido sem minimizar os dramas de cada um, mas também sem ser pedante e cansativa. A cada página que lia, mais vontade eu tinha de continuar lendo até chegar ao final - e olha que o livro, em papel, tem 430 páginas, só que não tinha vontade nenhuma de parar de ler, rs.

Enfim, muita coisa legal e interessante acontece nesse livro. Foi uma leitura que me surpreendeu, me pegou totalmente desprevenida, pois tava dando sopa lá na minha prateleira, mas sempre adiava a leitura do coitado pois pensava que o livro não era lá uma brastemp. E o danado acabou superando todas as minhas expectativas, rsrs. O clima de cidadezinha do interior da Inglaterra deu um ar bem "Orgulho e Preconceito" contemporâneo a estória, que foi leve, divertida e emocionante. Esse foi o primeiro livro que li da Jill Mansell e posso dizer com toda tranquilidade que ela me deixou muito interessada em ler seus outros livros. Se todos forem nesse clima descontraído então, vou virar uma fã incondicional, rsrs.

Recomendo muito a leitura para todos! rs.

E se ainda não o fizeram, leiam; os românticos de plantão definitivamente não vão se arrepender nem um pouquinho, rsrs.

E depois de ler, venham aqui e me contem o que acharam, rs.

Beijos e até,

Gisele

Um comentário:

  1. Amei tua resenha...
    Parece um livrinho suave e delícia...rs
    Bjos!!!

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