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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Resenhando na Prateleira - # 1 - Proibida: Black Door



Olá pessoal,

Segue, agora, o primeiro post do novo tópico!!

E pra começar, vou falar sobre um livro que até já tinha comentado nos grupos, mas pois achar uma estória muito peculiar, pra dizer o mínimo, foi que decidi falar sobre ele também aqui no blog.

Então, a primeira resenha vai para Proibida: The Black Door.

Segue a capa e a sinopse:


PROIBIDA - BLACK DOOR - Velvet
Editora Novo Século


Entre o importante trabalho como sócia de uma firma de advocacia e o relacionamento com um dos solteiros mais cobiçados de Nova York, Ariel Vaughn parece ter tudo. Mas o sexo com o juiz Preston Hendricks havia esfriado consideravelmente. Por meio de um atraente acompanhante da Black Door - uma boate de elite que satisfaz os desejos carnais de algumas das mulheres mais ricas de Nova York - ela se encanta com um mundo de tentação irrestrita. Dentro da Black Door, máscaras elaboradas escondem as identidades do mundo real e o sexo é mais selvagem do que Ariel jamais conseguiu imaginar. Porém, as coisas fogem do controle e sua vida sexual entra em conflito com a real. Ela vai conseguir abrir mão de prazeres ilimitados? E quando ela descobrir a chocante identidade do homem mascarado, com quem viveu suas noites mais intensas, será capaz se afastar de lá?

Eu fiquei extremamente curiosa para ler esse livro, por dois motivos:


1º Ele veio junto com a onda 50 Tons, ou seja, um romance picante recheado de sacanagem... quem não se interessaria, vamos combinar? rs;
2º Não havia muitas resenhas sobre ele, o que, definitivamente, sempre atiça mais ainda minha curiosidade. É que meu interesse num livro é inversamente proporcional a quantidade de pessoas que falam sobre ele. Ou seja, quanto menos pessoas falam, mais interessada eu fico e vice-versa (esquisito, eu sei... isso até pode ser um tópico pra um outro post, rs).

Mas enfim, me interessei, comprei e fui lá, encarar a leitura que me prometia ser bem legal e sacana ao mesmo tempo, rs.

A medida que fui lendo o bendito, fui me irritando. Lá pela metade, minha irritação já estava beirando a fúria então parei, e não houve meio de continuar. Já estava por aqui com aquela sacanagem toda e só não voei ele pela janela porque valorizo muito meu suado dinheirinho. Então guardei num cantinho bem escuro da prateleira e deixei ele lá, mofando, amaldiçoando a minha curiosidade literária que por muitas vezes me põe em grandes enrascadas, rs.

Só que daí, depois de um tempo, a poeira baixou, e resolvi dar mais uma chance pra bagaça do livro. Reformulei minha "estratégia de leitura" e meio que reprogramei meu cérebro pra rolar no "mode tô nem aí", pois afinal, uma leitura é uma leitura, né? E além do mais, como brasileiro não desiste nunca, fui lá, e encarei o desafio.. quer dizer, a Black Door, rsrss.

Depois disso, li o livro até o final. E aí vocês perguntam: "e então Gisele, o que achou do livro, afinal?"

Olha... pra falar sinceramente? Vou resumir no seguinte: é igualzinho as estórias dos livrinhos de romances... isso se as autoras tivessem coragem de contar o que REALMENTE acontece num relacionamento que começa dessa forma, rsrs.

Aí as mais revoltadas me falam: "Como assim? O livro é só sexo, como você enxergou semelhança com os livrinhos??"

Calma gente, eu explico, rs.

E lembrando, que pra baixo tem SPOILER. Quem quiser, continue por sua conta e risco, e depois não briguem comigo, rsrs. E tem linguagem chula e vulgar...não tem jeito de falar de outra maneira desse livro, rs.
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Então, pra me explicar melhor, vamos fazer um pequeno raio X dos personagens:

A estória gira em torno de Ariel, uma mulher fogosa que namora o juiz Preston, um homem alguns anos mais velho e que, infelizmente (pra ele) não está dando conta de apagar o fogo da mulher. E, como quem não dá assistência abre concorrência, e graças a uma amiga dadeira que consegue ser mais fogosa que ela, ela conhece a Black Door, um clube privê erótico com vários tipos de p*taria pra mulheres se esbaldarem... ou serem esbaldadas, dependendo do ponto de vista... ou da posição, sei lá.

Lá ela se encanta com um cara misterioso, gostoso, fogoso, que pega ela de jeito, joga na parede (literalmente), chama ela de lagartixa e manda ver, dando a ela orgasmos duplos, triplos, quádruplos, enfim, todos que ela não teve com o tal juiz. Até aí, tudo bem.... isso se ela não descobrisse que o homem misterioso, gostoso e fogoso fosse o FILHO do futuro noivo.

E aí, enquanto isso, na sala da justiça, o juiz Preston está completamente, totalmente e alucinadamente correndo atrás... de um rabo de saia? Não, da bendita da indicação pra Suprema Corte! É, ele prefere a indicação a qualquer coisa na sua vida. Tudo gira em torno dessa indicação. Qualquer sacrifício é pouco pela indicação. Ele come, dorme, sonha, toma banho, mija, faz tudo, pensando nessa indicação. Tudo... menos apagar o fogo da futura noiva... afinal, pra que né? Vai desviar a energia da busca pela indicação, né? Ele tem que pensar na in-di-ca-ção e nada mais. E tudo que o tal do Senador Oglesby pede pra ele fazer, pra garantir a indicação, o abestalhado faz. Honestamente, acho se o tal do Senador chegasse e falasse que ele tinha que fazer um bola gato nele, pra garantir a indicação, ele ia lá e fazia. Na minha opinião, homem assim nem tinha que ter mulher nenhuma, tinha que ficar sozinho pra correr atrás da bagaça da indicação e se lascar. Mas aí, como ficar solteiro não pega bem pra indicação, ele vai lá e pede a Ariel em casamento. Superromântico isso... só que não.

E no meio disso, surge na estória a tal da Michele e... ô meus sais, que mulherzinha fraca das idéias!!! Insegura ao extremo, com síndrome de coitadinha, com uma irmã super mega power e com resquício de patinho feio (aquela mulher que era feia e ficou bonita, mas que nunca sente muita firmeza na beleza). Então, ela cresce, desenvolve o corpo e resolve mostrá-lo, pra dar um up na auto estima, "valorizar os atributos" e assim deixar de ser insegura. Mas aí ela fica pensando que os homens só vão se interessar por ela por causa dos "atributos" que ela valoriza e fica mais insegura ainda... ou seja, a mulher pira o cabeção a cada 5 minutos ou 2 páginas. Depois que conhece o Trey, o tal do filho do Juiz Preston, gruda nele feito chiclete e não quer deixar nem o cara respirar, pra não dar tempo pro oxigênio chegar ao cérebro e ele começar a raciocinar sobre o porquê dele estar com uma doida obcecada estilo "Atração Fatal" como ela. Afinal, ela acha ele O cara perfeito pra casar e vai convencer ele disso nem que seja na marra! rs.

E o Trey... ah, que personagem mais "rico" não? E sim, isso foi uma ironia, rsrs. O cara traça o que vê pela frente. Mexeu, suspirou, é mulher, tá traçando. E não quer se comprometer de jeito nenhum. Mas nisso a gente tem que dar um desconto pro cara: ele é solteiro, bem sucedido, tem dinheiro e chove mulher na horta dele. Se comprometer pra que, minha gente??!! Mas aí, ele traça a futura madrasta e... simplesmente a-do-ra a experiência. E isso sem descobrir que ela é quem é. Então, ele faz o que todo homem cafa faz: deixa a Michele na "geladeira", afinal nunca se sabe o dia de amanhã e eles tem amigos em comum, não fica bem né? E continua traçando a futura madrasta esporadicamente. 

E aí começa a experiência "rumântica" que penso que se relaciona com os livrinhos: a tal da coisa de "nunca gozei com ninguém como gozei com você". Logo, por isso, só pode ser amor né? Nossa, que lindo isso não?? rsrsrs. Afinal, ele tem orgasmos múltiplos, e ela tem orgasmos triplos, quádruplos, vê estrelinhas coloridas e fogos de artifício quanto estão lá trepando alucinadamente. Então, eles tem quase certeza de que é amor, que estão apaixonados, é proibido e eles não conseguem se conter, então continuam trepando na cama, no chão, no teto e dane-se o juiz... ai, o amooorrrrrrr....

Só que Ariel está tão apaixonada, mas tão apaixonada, que acredita que um amor assim não pode ser reprimido, e sim vivido. E aí ela fala a palavrinha mágica que costuma melar qualquer tipo de relação com um homem do tipo do Trey. Ela usa a palavra: NÓS. Ela começa a pressionar o Trey que eles tem que contar tudo pro juiz Preston, acabar a farsa e viver o grande amoorrrr que os une para todo o sempre. E, novamente, dane-se o juiz e a indicação. Lindo não? Ai que estória mais romântica...

Só que aí, é exatamente nessa parte onde os livrinhos que lemos se diferenciam da estória desse livro e, convenhamos, da realidade. Isso porque, por mais que o Trey adore transar com a Ariel, quando ela começa a pressioná-lo ele começa a pensar que talvez não esteja tããããão apaixonado assim. Agora, quando ela pode ferrar com a vida dele, ele começa a questionar se o grande amor era mesmo tão grande. Pois, traçar meia Manhattan mais a futura madrasta pode; contar pro pai e assumir o romance não pode.... e então ele vai esfriando com ela. Ou melhor, congelando é melhor pra descrever a situação. E enquanto ele esfria com a Ariel ele continua enrolando a Michele, e enquanto esfria com a Michele ele enrola a Ariel... ou seja, ele faz o que qualquer cafa numa situação dessa faz: enrola, rezando pra uma hora dessas alguma delas perceba a situação e resolva tudo sozinhas, sem ele ter que mover uma palha.

Só que aí, a m*rda é jogada no ventilador: a Michele descobre tudo, o Trey, pra fazer ela calar a boca diz que ama e viaja com ela, a Ariel se embebeda e conta tudo pro juiz, ele tem um piripaque e depois acorda com amnésia, e por isso, já que ele não se lembra do que ela confessou eles se casam, o Trey pede a Michele em casamento pra ela não dar com a língua nos dentes, e FIM. 

E então vocês vão falar: ai que estória horrível. Bem, concordo... em parte. Pois parei pra pensar e cheguei a conclusão que meio que gostei dessa estória, sabem? Isso porque foi o que acontece na real, ao contrário dos livrinhos, que ultimamente estão vindo muito com essa temática do nunca gozei com ninguém como gozei com você. E as autoras ultimamente retratam isso como amor. Basta dar uma olhada nos livros da Lynne Graham e Diana Palmer, por exemplo, pra comprovar minha teoria. Os mocinhos nunca viram a mocinha mais gorda, não conviveram, não se conhecem, não sabem os defeitos e qualidades um do outro, vão pra cama, e na primeira bimbada, BUM! Vêem estrelas, tem orgasmos transcendentais e então se descobrem apaixonados, fiéis, dispostos a casar e ter filhos e tudo isso porque? Ora, porque nunca gozaram com ninguém como gozaram com os pares... então só pode ser amooorrrr, não é? rsrs.

Só que na Black Door, amor é amor... e luxúria é luxúria. Ponto Final. E se você confundir as coisas, azar o seu, minha amiga. Você se estrepa de verde e amarelo, como, aliás, muitas de nós já nos estrepamos, vamos combinar. E isso foi uma das coisas que gostei nessa estória. A Ariel tinha amor com o juiz. Mas não tinha sexo. Aí foi na Black Door e encontrou sexo. Só que ela misturou a luxúria com amor e se estrepou, pois o Trey estava a fim de sexo, não de amor. E, vamos combinar de novo, como a maioria dos homens por aí...

E a outra coisa que gostei nesse livro foi que ninguém é bonzinho. Aliás, falando a verdade crua, não há mocinha nem mocinho nesse livro. Afinal, ninguém presta e pronto. Não tem mocinha com síndrome de coitadinha sofredora nem mocinho ogro cafajeste que milagrosamente fica fiel. Os personagens tem muitas qualidades e muitos defeitos, ou seja, são humanos. Ponto final. Todos tomaram decisões erradas e todos vão ter que conviver com as consequências das escolhas que fizeram. Ou seja: a Ariel foi uma FDP, mas vai passar os dias na insegurança do marido recuperar ou não a memória; o Trey meteu os pés pelas mãos e se enfiou num relacionamento que não queria; a Michele vai viver na insegurança de não saber se o Trey está com ela porque ama ou pra manter a boca dela fechada; e o juiz teve sua sonhada indicação, mas a perda da memória pode muito bem ser fingimento pra esconder a galhada violenta que ele levou; Enfim, ninguém prestava, mas todo mundo se deu mau de algum jeito e a vida real é assim mesmo. 

No final das contas, a mais certinha da estória é a Meri, amiga da Ariel, que vivia como quis pois era livre e desimpedida, por isso dava mais que chuchu na serra... bem, bom pra ela! rs

Assim, resumindo (ou não, rsrs), recomendo esse livro? Sim, recomendo. 

Mas recomendo também, antes de começar a ler esses livros, que não façam como eu não. Antes mesmo de abrir, aconselho a tirar as lentes cor-de-rosa e manter a mente alerta para não entrar em "modo romance romântico". Pois este livro não é isso, definitivamente. Ele é um romance erótico, com altas doses de realidade. E não são para os corações amolecidos pelos ogros bilionários da Lynne Graham, Sharon Kendric ou Diana Palmer (apesar de não entender o porque do coração amolecer por esses esses ogros, mas isso é outra história), rsrs. 

Mas a estória é interessante e a leitura vale a pena, pra variar um pouco dos finais certinhos, bonitinhos e outros "inhos" demais, rs.

Enfim, isso é o que eu acho do livro. E quem leu, quer trocar opiniões?? rs.

Beijos e até,

Gisele

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada pelo comentário! rs.

      Até,

      Gisele

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  2. Adorei como vc resenhou esse livro...

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    Respostas
    1. E eu, na primeira vez que comecei a ler, pensei realmente que não ia gostar... mas depois, achei até interessante, rsrs.

      É um romance dos livrinhos da Lynne Graham.. só que às avessas, rsrsrsrs.

      Até,

      Gisele

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