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terça-feira, 22 de abril de 2014

Do Fundo Do Gavetão # 1 - Gêmeos - Rebecca Winters



Olá Gente,

Inaugurando o post novo, Do Fundo do Gavetão, com um livrinho da Rebecca Winters.



GÊMEOS - Rebecca Winters
Harlequin Special

Kellie Petralia, em breve ex-esposa do bilionário grego Leandros, milagrosamente fica grávida de gêmeos! Mas a dor de ser incapaz de conceber por tanto tempo fora um preço alto demais. Quando Kellie surpreende Leandros com a maravilhosa notícia, já é tarde, pois o divórcio está próximo. Entretanto, Leandros tem outras ideias… Embora quase separados, ele sabe que pertencem um ao outro, e fará o que for preciso para salvar seu casamento. Incluindo convencer Kellie de que milagres acontecem mais de uma vez na mesma família…


Eu sempre adorei as estórias da Rebecca Winters. Ela tem um jeito todo especial de fazer romances bem realistas, pé no chão, porém sem perder o encanto do "romance". As estórias dela tem drama, mas nada daquela coisa sem pé nem cabeça, do tal do "segredo que pode separar os amantes para sempre", pra chegar no final e se descobrir que é uma coisa bem besta no melhor estilo muito barulho por nada.

Nas estórias dela tem sim, drama, mas são coisas mais profundas, mais reais, que a gente até acaba se identificando e se colocando no lugar dos personagens, tentando entender suas atitudes, se perguntando se, caso a gente estivesse no lugar deles, não faria o mesmo.

E esse livrinho tem isso, também... só que, tenho de confessar que, nesse caso, a RW meio que errou a mão...

Bom, pra entender o meu comentário acima, vamos entrar na estória: Kellie e Leandros Petralia conheceram-se, apaixonaram-se e, numa atitude á lá the flash, resolveram se casar. Afinal, era muito amoooorrrr pra segurar. Então casaram-se e ... aí as coisas começaram a desandar.


E desandaram tanto que eles já começam o livro separados. E tudo pelo problema que assola e acaba com muitos casamentos hoje em dia: falta de comunicação. Os casais ficam esperando um adivinhar o que o outro quer e quando não adivinham, se separam. Igual com a Kellie, que queria muita coisa mas não falava pro marido. Afinal, mocinho que é mocinho tem que adivinhar o que a mulher pensa né? E, como a esposa não reclamava de nada, Leandros achava que estava tudo na maior paz e amor, então não fazia nada. Afinal, mocinha que é mocinha tem mais é que agradecer por estar casada com um grego bilionário como ele não é? rsrs.

Até aí, tudo bem, o típico romance com mocinho grego dominador e mocinha passiva... só que não... porque os problemas não param por aí, e exatamente onde começam as bizarrices da estória. É isso mesmo que vocês ouviram: bizarrices. 

Kellie queria porque queria engravidar e começar uma família. Ela havia sido órfã, criada pelos tios, então tinha essa coisa na cabeça de ter a família própria. Só que, na lua de mel, logo depois de transar com o marido, ela ficava toda empolada e com coceiras. Diagnóstico? Alergia do sêmem do marido!!! 

Aí vocês me perguntam: UATTTTTT???????

E eu digo, é isso mesmo que vocês ouviram: A mocinha tinha alergia do sêmem do marido. E pode isso? Ah, bem... pesquisei no Google pra ver casos sobre isso e descobri que pode sim... mas que é uma bizarrice, isso é, rsrs.

Tá, pulando essa parte, eles então percebem que por causa dessa condição, digamos, peculiar, vai ser difícil a mocinha engravidar da forma típica natural, então resolvem fazer inseminação artificial. Só que quem já fez esse tipo de tratamento sabe como pode ser desgastante, pois a coisa pode dar certo ou não. No caso dos mocinhos, tentativa atrás de tentativa não dava certo. E juntando isso com outros problemas, a coisa foi desandando geral.

E a insegurança e quietude da Kellie não ajudava. Ô mocinha que adorava abaixar uma cabeça! Como o Leandros já tinha sido casado antes, ela achava que nunca poderia se comparar a primeira esposa, pois todos pintavam a outra como uma mulher perfeita, com um casamento perfeito e uma vida perfeita. E a Kellie, patinho feio que dói, se sentia diminuída, mais ainda por achar que ela não tinha sido o grande amooorrrr da vida do Leandros. E pra esbagaçar a coisa de vez, tinha esse problema dela não conseguir engravidar, ò vida, ò azar.

E, como em toda estória com mocinho grego, havia uma piriguete no meio do caminho, no meio do caminho havia uma piriguete. E aí entra Karmela, a piriguete psicótica. Ela é a irmão da falecida esposa do mocinho, que, com todas as letras, sempre quis ser a nova senhora Petralia. Só que o Leandros acabou se casando com a Kellie, o que só fez deixar a Karmela mais p*ta da vida do que ela já era. Ela achava que o Leandros era propriedade dela e iria fazer de tudo pra conseguir. E não ajudava o fato da bendita da mulher trabalhar na empresa do mocinho, como assistente pessoal dele. É, eu sei...tem homem que é cego, meu senhor,rs. E mesmo a Kellie alertando o marido sobre o interesse da Karmella, ele, obviamente, não dá ouvidos. E a soma da bagaceira só aumentando...

Só que, depois de um tratamento que ela achava frustrado, e depois da piriguete psicótica infernizar a vida dela, falando que tá pegando o marido (que é claro que ela não estava) e ela acreditando na piriguete, Kellie ao invés de conversar com o marido, nem que fosse pra colocar ele na parede, resolve chutar o balde e fazer o que toda mocinha panaca faria: ela abandona o barco. Ela arruma a trouxinha e vai embora pra Pensilvânia, onde morava com os tios. 

Só que chegando lá, ela descobre que a última inseminação deu certo, ela está grávida... de gêmeos!! Então, ela resolve voltar pra Grécia, pra contar pro marido, porque ela acha que ele tem o direito de receber a notícia pessoalmente.

Tá bom, esse é só o começo do livro. Começo, gente. E, até aí, confesso que estava achando uma trama legalzinha. O que me chamou a atenção nesse livro foi aquela coisa de achar que o mocinho ia correr atrás e fazer qualquer coisa pra ter a mocinha de volta. Eu simplesmente adoro livros onde o cara se arrasta de joelhos e corta um dobrando pra reconquistar a mocinha. Quem não gosta não é? E nesse livro, Leandros foi realmente um fofo. Porque, vou te falar, haja paciência pra lidar com essa mocinha. Tinha horas que dava vontade de colocar ela no colo e dar umas boas palmadas, de tanta infantilidade. Mas ele amava muito a esposa e estava disposto a fazer oque quer que fosse pra ter ela de volta. Qualquer coisa. O que ela quisesse. Tudo mesmo. Tudinho, tudinho. E esse tudo envolvia concordar em fazer a famosa e temida terapia de casal.

Ok, terapia de casal, legal, beleza, vamos lá. Só que o que não me avisaram era que eles iam passar a fazer terapia de casal PELO LIVRO INTEIROOOOOO!!!!!!!!!!

É isso aí, sem brincadeira. O livro é uma DR sem fim. Já começa quando ela chega na Grécia, continua durante a terapia de casal e segue o livro inteirooooooooooooooooooo!!!

E não me entendam mal, discutir a relação é bom é saudável e talz... mas ler sobre isso por cerca de 170 páginas sem tirar de cima cansa a cachola viu? rsrs.

Eles falam sobre o que sentem; sobre o que não sentem, sobre o que deviam sentir, sobre o que fizeram, sobre o que deixaram de fazer, sobre o que deveriam ter feito, sobre o que pensaram em fazer... resolvem que não vai haver mais segredos entre eles então resolvem contar tudo. Absolutamente tudo. Tudo meeesmo. Tudinho tudinho. E isso vai... vai... vai... até o final.

Só que, afff... acho que podia resumir um pouco essa coisa de terapia. Além do mais, era uma confrontação sem fim. Afinal, eles tinham que esclarecer TODOS os pontos que estavam afundando o casamento, OK, beleza. Mas, a cada ponto duvidoso que aparecia, era uma confrontação. Ah, meu primo falou tal coisa: então vamos confrontá-lo, e aí, ligam pro Frato pra conversar.

E aqui um parêntese: sim, o nome do cara é Frato. Fra-to. Não sei se isso é um nome grego típico, mas afff...

E aí numa outra conversa, eles descobrem outro ponto obscuro com a Karmella. Então resolvem confrontá-la. Aí encontram outra pessoa que falou outra coisa. Então resolvem confrontá-la.. e assim vai.

Eu entendo perfeitamente. Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos. No caso em questão, não se salva um casamento sem um pouco do confrontação. Mas, pra um romance, essa coisa de conversa-terapia-confrontação acabou se tornando cansativo demais. Muita conversa, muita reflexão, muito de tudo. Coisas que poderiam ter sido resolvidas com uma boa conversa e que depois teve que ficar nessa superprodução psicológica com terapia e confrontação o livro inteiro.

Mas, enfim, pra resumir, é claro que eles se entendem, tem os gêmeos e vivem felizes para sempre, com todos os pontos resolvidos. Mas pra chegar até aí, meus sais... foi looongo demais, rs.

A parte boa do livro é que gostei de ver a Kellie meio que quebrando a cara, pra aprender. Porque ela se achava cheia da razão, a esposa traída, a única vítima sofredora, como se não tivesse feito nada de errado e colocando toda a culpa nos outros. Aí, durante a terapia, ela percebe que contribuiu bastante pro fracasso do casamento deles, assim como o Leandros. Ela percebeu que em um casamento, a coisa sempre é 50% x 50%, não tem essa da razão estar somente numa parte não. Já no começo da terapia a terapeuta faz ela enxergar isso e aí ela deixa cair a postura de toda ofendida e dona da razão. Ela precisava muito amadurecer e isso foi o começo pra ela.

E o Leandros, afff..... o homem é um santo. Teve uma paciência de Jó com essa mulher, que por vezes tive vontade de estapear. Mas foi bom também vê-lo se abrindo e tentando tudo o que podia pra ter a amada de volta. Quem não adora um gregão todo derretido, não é mesmo? 

E, além disso, aparecem na estória um casal, formado pelo melhor amigo do mocinho - Nikolos Angelis - e a melhor amiga da mocinha - Fran Meyers. Não sei se tem um livro com a estória deles, mas os nomes não me são estranhos e já resolvi correr atrás pra saber. Ai, essa minha curiosidade, rsrs.

Se gostei? Sinceramente não muito. A estória seria mais legal se não tivesse coisas demais acontecendo ao mesmo tempo. Eles resolvem passar a limpo absolutamente TUDO que aconteceu durante o casamento, nos mínimos detalhes. E isso acabou tornando a estória muito cansativa e com um ritmo muito lento. Pra ter uma ideia, eu geralmente levo uma tarde pra ler esses livrinhos, mas esse, levei quase 3 dias pra terminar, por estar muito cansativo. Mas posso dizer que a estória é, no mínimo, interessante e vale pela tentativa de superação de um casal que se amava e ainda assim estava a beira da separação por mal entendidos e falta de comunicação.

Eu até recomendaria... mas para ser lido pausadamente e de olhos bem abertos e realistas, rs.

Beijos e até,

Gisele

4 comentários:

  1. A resenha ficou ótima, mas o livro não me interessou nem um pouco, parece ser bem chato!
    Abraço!

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  2. Adoro os Gregos milionários. Acima deles, só os bilionários que conseguiram se safar da quebradeira por lá. rsrss Mas essa protagonista já me causou arrepios só de ouvir falar. Adorei a resenha e sei que esse fica de fora da lista por enquanto. Bjimmmmm

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  3. Vi tanta gente pedindo esse livro, aí pensei "esse é bom". Ainda bem que não me aventurei a ler. Depois dessa resenha, definitivamente estou fora.
    Bjs

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  4. O romance é bom, mostra muito bem o que a falta de confiança e diálogo pode fazer a um casamento. O casal errou muito, a mocinha por se calar e o mocinho por se fazer de cego a certas coisas que estavam escancaradas. Mas, uma coisa que foi muito bonita, é o amor dele pela mocinha, Leandros estava disposto a abandonar tudo por Kellie, seu trabalho, sua família, sua terra natal, tudo para ficar ao lado dela...

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